terça-feira, 30 de julho de 2013

Papa Francisco e a Lumen Fidei





LUMEN FIDEI

A luz da fé
A encíclica do Papa Francisco escrita a quatro mãos
O Papa Francisco nos ensina a compreender e viver melhor a nossa fé


A FÉ LIGADA NA ESCUTA

A fé está ligada à escuta. Abraão não vê Deus, mas ouve a sua voz. Deste modo, a fé assume um carácter pessoal: o Senhor não é o Deus de um lugar, nem mesmo o Deus vinculado a um tempo sagrado específico, mas o Deus de uma pessoa, concretamente o Deus de Abraão, Isaac e Jaco.

ISRAEL FRAQUEJA NA FÉ

A história de Israel mostra-nos ainda a tentação da incredulidade, em que o povo caiu várias vezes. Aparece aqui o contrário da fé: a idolatria. Enquanto Moisés fala com Deus no Sinai, o povo não suporta o mistério do rosto divino escondido, não suporta o tempo de espera.
O ato de fé do indivíduo insere-se numa comunidade, no « nós » comum do povo, que, na fé, é como um só homem: « o meu filho primogénito », assim Deus designa¬rá todo o Israel (cf. Ex 4, 22).

A fé é um dom gratuito de Deus, que exige a humildade e a coragem de fiar-se e entregar-se para ver o caminho luminoso do encontro entre Deus e os homens.
Cardeal Dom Odilo...
“Portanto, a fé cristã é fé no Amor pleno, no seu poder eficaz, na sua capacidade de transformar o mundo e iluminar o tempo”. « Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele » (1 Jo 4, 16).

Enquanto ressuscitado, Cristo é testemunha fiável, digna de fé (cf. Ap 1, 5; Heb 2, 17), apoio firme para a nossa fé. « Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé », afirma São Paulo (1 Cor 15, 17).

A SALVAÇÃO PELA FÉ

São Paulo acredita que, ao aceitar o dom da fé, o ser humano é transformado numa nova criatura, recebe um novo ser, um ser filial, torna-se filho no Filho.
A salvação pela fé consiste em reconhecer o primado do dom de Deus, como resume São Paulo: « Porque é pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós, é dom de Deus » (Ef 2, 8).

A nova lógica da fé centra-se em Cristo. A fé em Cristo salva-nos, porque é n’Ele que a vida se abre radicalmente a um Amor que nos prece¬de e transforma a partir de dentro, que age em nós e conosco.
Na fé, o « eu » do crente dilata-se para ser habitado por um Outro, para viver num Outro, e assim a sua vida amplia-se no Amor. É aqui que se situa a ação própria do Espírito Santo...
O cristão pode ter os olhos de Jesus, os seus sentimentos, a sua predisposição filial, porque é feito participante do seu Amor, que é o Espírito; é neste Amor que se recebe, de algum modo, a visão própria de Jesus.

A FORMA ECLESIAL DA FÉ

A fé tem uma forma necessariamente eclesial, é professada partindo do corpo de Cristo, como comunhão concreta dos crentes. A partir deste lugar eclesial, ela abre o indivíduo cristão a todos os homens.
A fé não é um fato privado, uma concepção individualista, uma opinião subjetiva, mas nasce de uma escuta e destina-se a ser pronunciada e a tornar-se anúncio.

UMA LUZ ILUSÓRIA...

A luz da fé é a expressão com que a tradição da Igreja designou o grande dom trazido por Jesus. Eis como Ele Se nos apresenta, no Evangelho de João: « Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas » (Jo 12, 46).
Podemos nos perguntar se essa luz é ilusória, em contrapartida com a razão. Por muito tempo acreditou-se que a fé só caberia onde a razão não conseguia explicar. Assim fé cai num vazio, afirma o Pontífice. Pensar a fé como mero suplemento da razão seria empobrecê-la.
Como a razão não conseguiu responder todas as inquietudes humanas, logo o homem cai num vazio existencial. Quando falta a luz, perde-se o rumo da estrada.

RECUPERAR A LUZ

Redescobrir a luz, implica em afirmar que ela já existe e está em nós. Muitas vezes encontra-se apagada, por isso o Papa insiste na redescoberta, pois essa luz é capaz de dar sentido a existência. Para tal, ele insiste na experiência com Deus.
A fé que recebemos de Deus como dom sobrenatural, deve vir como luz que ilumina a estrada da vida e dá sentido. Por isso precisamos redescobri-la.

O Concílio Vaticano II fez brilhar a fé no âmbito da experiência humana, percorrendo assim os caminhos do homem contemporâneo. Desta forma, se viu como a fé enriquece a existência humana em todas as suas dimensões.

SE NÃO ACREDITARDES, NÃO COMPREENDEREIS...

Um belo capítulo trata da transmissão da fé: esta é uma das preocupações sérias da Igreja em nossos dias. O Papa fala que a Igreja é “a mãe da nossa fé”.

A fé não é um fato individual e subjetivo: aquilo que cremos foi transmitido a nós, vem de longe, dos apóstolos! “Transmiti-vos aquilo que eu mesmo recebi”, observou São Paulo (1Cor 15,3).

FÉ E VERDADE

Se o amor tem necessidade da verdade, também a verdade precisa do amor; amor e verdade não se podem separar. Sem o amor, a verdade torna-se fria, impessoal, gravosa para a vida concreta da pessoa.

O conhecimento da fé ilumina não só o caminho particular de um povo, mas também o percurso inteiro do mundo criado, desde a origem até à sua consumação.

A FÉ COMO ESCUTA E VISÃO

Ver Jesus é algo fundamental que acorreu com os discípulos e demais pessoas. Muitos creram por terem visto, mas muito creram por terem ouvido.

O ver, graças à sua união com o ouvir, torna-se seguimento de Cristo; e a fé aparece como um caminho do olhar em que os olhos se habituam a ver em profundidade. Pela fé, podemos tocar Deus. Agostinho diz: tocar com o coração isto sim é crer.

FÉ E RAZÃO

A luz do amor, própria da fé, pode iluminar as perguntas do nosso tempo acerca da verdade.

Por outro lado, enquanto unida à verdade do amor, a luz da fé não é alheia ao mundo material, porque o amor vive-se sempre com corpo e alma; a luz da fé é luz encarnada, que dimana da vida luminosa de Jesus.

A fé desperta o sentido crítico, enquanto impede a pesquisa de se deter, satisfeita, nas suas fórmulas e ajuda-a a compreender que a natureza sempre as ultrapassa. Convidando a maravilhar-se diante do mistério da criação, a fé alarga os horizontes da razão...


A FÉ E A BUSCA DE DEUS

A luz da fé em Jesus ilumina também o caminho de todos aqueles que procuram a Deus...
O caminho do homem religioso passa pela confissão de um Deus que cuida dele e que Se pode encontrar. Que outra recompensa poderia Deus oferecer àqueles que O buscam, senão deixar-Se encontrar a Si mesmo?
Quanto mais o cristão penetrar no círculo aberto pela luz de Cristo, tanto mais será capaz de compreender e acompanhar o caminho de cada homem para Deus.

FÉ E TEOLOGIA

Como luz que é, a fé convida-nos a penetrar nela, a explorar sempre mais o horizonte que ilumina, para conhecer melhor o que amamos. Deste desejo nasce a teologia cristã; assim, é claro que a teologia é impossível sem a fé e pertence ao próprio movimento da fé...

TRANSMITO-VOS AQUILO QUE RECEBI

Quem se abriu ao amor de Deus, acolheu a sua voz e recebeu a sua luz, não pode guardar este dom para si mesmo. Uma vez que é escuta e visão, a fé transmite-se também como palavra e como luz...
O passado da fé, aquele ato de amor de Jesus que gerou no mundo uma vida nova, chega até nós na memória de outros, das testemunhas, guardado vivo naquele sujeito único de memória que é a Igreja;
É impossível crer sozinhos. A fé não é só uma opção individual que se realiza na interioridade do crente, não é uma relação isolada entre o « eu » do fiel e o « Tu » divino, entre o sujeito autônomo e Deus; mas, por sua natureza, abre-se ao « nós », verifica-se sempre dentro da comunhão da Igreja.

OS SACRAMENTOS E A TRANSMISSÃO DA FÉ

A Igreja transmite aos seus filhos o conteúdo da sua memória. É através da Tradição Apostólica, conservada na Igreja com a assistência do Espírito Santo, que temos contato vivo com a memória fundadora. E aquilo que foi transmitido pelos Apóstolos, como afirma o Concílio Ecumênico Vaticano II, 
abrange tudo quanto contribui para a vida santa do Povo de Deus e para o aumento da sua fé;

Se é verdade que os sacramentos são os sacramentos da fé,há que afirmar também que a fé tem uma estrutura sacramental; o despertar da fé passa pelo despertar de um novo sentido sacramental na vida do homem.

A FÉ DEVE BUSCAR A UNIDADE

A fé deve buscar a unidade de visão num só corpo e num só espírito. Neste sentido, São Leão Magno podia afirmar:  Se a fé não é una, não é fé.

DEUS PREPARA PARA ELES UMA CIDADE (cf. Heb11, 16)

Ao apresentar a Carta aos Hebreus vemos a preparação de um lugar onde os homens possam habitar uns com os outros. O primeiro construtor é Noé, que, na arca, consegue salvar a sua família (cf. Heb 11, 7). Depois aparece Abraão, de quem se diz que, pela fé, habitara em tendas, esperando a cidade de alicerces firmes (cf. Heb 11, 9-10).

A FÉ E A FAMÍLIA

O primeiro âmbito da cidade dos homens iluminado pela fé é a família; penso, antes de mais nada, na união estável do homem e da mulher no matrimônio. Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira.
Em família, a fé acompanha todas as idades da vida, a começar pela infância: as crianças aprendem a confiar no amor de seus pais. Por isso, é importante que os pais cultivem práticas de fé comuns na família, que acompanhem o amadurecimento da fé dos filhos, crianças e jovens...
Assimilada e aprofundada em família, a fé torna-se luz para iluminar todas as relações sociais.
No centro da fé Bíblica, há o amor de Deus, e o seu cuidado concreto a cada pessoa...
A fé, ao revelar-nos o amor de Deus Criador, faz-nos olhar com maior respeito para a natureza, ajuda-nos a encontrar modelos de progresso, que não se baseiem apenas na utilidade e no lucro, mas considerem a criação como dom.

Quando a fé esmorece, há o risco de esmorecerem também os fundamentos do viver. Se tiramos a fé em Deus das nossas cidades, enfraquecer-se-á a confiança entre nós, apenas o medo nos manterá unidos, e a estabilidade ficará ameaçada.
Afirma a Carta aos Hebreus: « Deus não Se envergonha de ser chamado o “seu Deus”, porque preparou para eles uma cidade » (Heb 11, 16).
A fé ilumina a vida social: possui uma luz criadora para cada momento novo da história...

A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho.
Ao homem que sofre, Deus não dá um raciocínio que explique tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha...

FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU (cf. Lc 1, 45)

Lucas explica o significado da « terra boa »: 
« São aqueles que, tendo ouvido a palavra com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança » (Lc 8, 15).
A Palavra ouvida e conservada, pode constituir um retrato implícito da fé da Virgem Maria;

ORAÇÃO À MARIA

Ajudai, ó Mãe, a nossa fé.
Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e a sua chamada.
Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa.
Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-Lo com a fé.
Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer.
Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado.
Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho.
Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz em nosso caminho.
E que esta luz da fé cresça sempre em nós até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor. Amém.

(Síntese feita pelo Pe. Edinaldo Mendes Tonete)

sexta-feira, 29 de março de 2013

A Tua Cruz Cristo_Խաչի քո Քրիստոս - (Khatchi kó Kristós)


 A Tua Cruz Cristo 
   Խաչի քո Քրիստոս
   (Khatchi kó Kristós)



Խաչի քո, Քրիստոս, երկիր պագանեմք
եւ զսուրբ զմատնութիւնդ քո մեծացուցանեմք
եւ զսուրբ զչարչարանսդ քո փառաւորեմք
եկայք հաւատացեալք երկրպագեսցուք Քրիստոսի Աստուծոյ մերոյ
վասն զի եկն ի ձեռն խաչին իւրոյ շնորհեաց պարգեւս աշխարհի:

Սուրբ Աստուած
սուրբ եւ հզօր
սուրբ եւ անմահ
որ մատնեցար վասն մեր ողորմեա մեզ:

Փառք սուրբ խաչիդ, ալէլուիա
սուրբ մատնութեանդ, ալէլուիա
չարչարանացդ, ալէլուիա

Նշանեցաւ առ մեզ լոյս երեսաց քոց եւ ետուր ուրախութիւն սրտից մերոց
ի պտղոյ ցորենոյ, գինւոյ եւ ձիթոյ իւրեանց լցուցեր զնոսա:

Փառք սուրբ խաչիդ, ալէլուիա
սուրբ մատնութեանդ, ալէլուիա
չարչարանացդ, ալէլուիա

Փառք եւ երկրպագութիւն
Հօր եւ Որդւոյ եւ Հոգւոյն Սրբոյ
այժմ եւ միշտ եւ յաւիտեանս յաւիտենից ամէն:

Փառք սուրբ խաչիդ, ալէլուիա
սուրբ մատնութեանդ, ալէլուիա
չարչարանացդ, ալէլուիա:

Խաչն կենարար որ եղեւ մեզ փրկութիւն
սովաւ ամենեքեան զքեզ բարեբանեմք:

Որ ի Հօրէ լուսոյ լոյս ճառագայթեալ ի յերկրի
եւ գաւազան զօրութեան հաւատացելոց
սովաւ ամենեքեան զքեզ բարեբանեմք:

Որ լուսափայլ ծագմամբ հրաշափառապէս մեզ ցուցաւ
ի յօգնութիւն ընդդէմ թշնամւոյն, սովաւ ամենեքեան զքեզ բարեբանեմք:

Փառք Հօր եւ Որդւոյ եւ Հոգւոյն Սրբոյ
այժմ եւ միշտ եւ յաւիտեանս յաւիտենից ամէն:

Որ յատենի կացեր անպարտդ կողին պատրանօք
եւ արբուցեր մեզ ի կողահոս աղբերէդ
նորոգեա եւ զիս զապականեալս մեղօք:

quarta-feira, 27 de março de 2013

Nota para um diário de Constantinopla





 Nota para um diário de Constantinopla:

O ambiente de alegria e comoção espiritual provocado pela nomeação do novo Papa, Francisco, na população argentina em geral, o que tem sido compartilhado pela comunidade armênia, tanto católica como a da Igreja Apostólica Armênia. 
O Diário Armenia, de Buenos Aires, assinalou que os armênios sempre sentiram que o cardeal Jorge Mario Bergoglio foi um "verdadeiro amigo da comunidade." Foi especialmente apreciada a presença dos Katholicós de todos os Armênios Sua Santidade Karekin II no Vaticano, como também a do Presidente da República da Armênia, Serge Sarkisian, com suas comitivas. 

"As Igrejas de Roma e da Armênia inauguram um novo ciclo de diálogo fraterno, da compreensão mútua e de amor cristão, cujo fim será ter um abnegado mundo melhor", disse Pablo Mirhan Sarafian, diácono da Igreja Armênia em Buenos Aires. "Eu não posso transmitir adequadamente o clima de satisfação espiritual e vibração positiva que teve lugar dentro da comunidade armênia da Argentina para a entronização do Cardeal Bergoglio, como Francisco I, Papa da Igreja Católica Apostólica Romana", disse Sarafian. 

Na missa de domingo na Catedral de São Gregório Iluminador, o Arcebispo Kissag Mouradian, Primaz da Igreja Apostólica Armênia, na Argentina e Chile, fez uma declaração oficial na celebração, saudando e fazendo votos de sucesso de gestão papal. Sarafian lembrou que tanto o bispo Dom Mouradian como o cardeal Jorge Bergoglio, foram por anos os membros da Comissão Ecumênica de  Igrejas Cristãs da Argentina (CEICA), onde o cardeal Jorge MarioBergoglio "compreendeu a dor do povo armênio, e deu suas palavras de esperança e continuidade na busca da justiça. " O mesmo diácono disse que com a sua presença, o Catholicós Karekin II e o Presidente Sarkissian, representando todo o povo da Armênia e da Diáspora, foi um gesto de agradecimento à "sensibilidade e apoio abnegado" sempre demonstrados pelo novo papa. O Diário Arménia recordou que na sexta-feira 23 de abril de 2004, foi realizada na Catedral Católica de Buenos Aires uma celebração ecumênica em memória das vítimas do genocídio armênio. Após rezar o Pai Nosso, o cardeal Jorge Bergoglio referindo-se ao réquiem em 24 de abril: 

"Unidos na dor por um genocídio, o primeiro do século XX, um genocídio em que, atualmente, por todos os meios de impérios poderosos procuram silenciar e tampar. Nós queremos recordá-los e queremos revela-lo para que a nossa chaga como humanidade, primeira chaga de perseguição de um povo do século XX, fique manifesta, encha-nos de vergonha e leve-nos a pedir perdão e não para cobri-lo, esconde-lo por interesses espúrios e mesquinhos. Esse é o sentido dessa recordação ... Nós oramos para que o Senhor nos livre de tudo isso e nos dê a paz. " 

Por sua vez, os católicos armênios na Argentina têm desde 1989, uma hierarquia, uma a Eparquia ou diocese própria do rito armênio no país, criada pelo Papa João Paulo II. Na catedral, Nossa Senhora de Narek, em Buenos Aires, desde o último domingo estão rezando missas de ação de graças todos os dias às 19.00h. O pároco dessa catedral, o monsenhor Pablo Hakimian, estava particularmente contente, pela notícia em si, que tem comovido a Argentina, como ao mundo, bem como por outro fato mais pessoal. 

O Papa Francisco recebeu na quarta-feira, 20 março, a vários bispos católicos da Argentina, mas por algum equivoco, não chegaram a avisar ao bispo da Eparquia de São Gregório de Narek em Buenos Aires dos armênios (tal é o nome completo da mesma), Dom Vartan Boghossian, desta reunião. Avisado disto, o Papa quis pessoalmente receber a Dom Boghossian na quinta-feira 21, quinta-feira, quando tiveram uma conversa a sós e trocaram presentes. E monsenhor Pablo estava emocionado, porque o Papa disse duas vezes a Dom Boghossian: " Saudações a Padre Pablo". 


Papa Francisco e Dom Vartan Boghossian
Papa Francisco e Dom Vartan Boghossian
   (fotos gentileza de Hilda Hurmuz, Catedral Armenia Nª Sª de Narek)

O autor destas linhas é Jorge Rouillon, um jornalista do La Nacion por muitos anos e presidente do Clube Gente de Prensa, em Buenos Aires. Conhecedor e amigo da comunidade armênia, pessoalmente têm entrevistado, em diferentes anos, a três líderes espirituais deste povo, que exerceram a mais alta autoridade da Igreja Apostólica Armênia: Vazken I, Karekin I e Karekin II. 

Jorge Rouillon


sábado, 16 de março de 2013

Habemus Papam


HABEMUS PAPAM 









Francisco , com grande simplicidade deu uma mensagem forte
Com o nome e com as suas primeiras palavras, um convite à humildade e à pureza evangélica
Por Redacao
CIDADE DO VATICANO, 13 de Março de 2013 (Zenit.org) - Publicamos a seguir as primeiras palavras do Papa Francisco , pronunciadas na sacada da Basílica de São Pedro, momentos antes da sua primeira benção Urbi et Orbi:
***
"Queridos irmãos e irmãs, boa tarde, como vocês sabem os cardeais no conclave têm que encontrar um bispo para Roma, e parece que os irmãos cardeais o procuraram quase no fim do mundo, mas estamos aqui. Agradeço-lhes a acolhida à comunidade diocesana de Roma como seu bispo.

Em primeiro lugar queria fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI, rezemos todos juntos para que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja.
Desejo a todos que este caminho de Igreja que começamos hoje e no qual me ajudará o cardeal vigário aqui presente, seja fecundo para a evangelização (Aplausos).

E agora eu gostaria de dar a bênção - disse o Santo Padre – ainda que antes, peço-lhes um favor: antes de que o bispo abençoe o povo, peço-lhes que rezem ao Senhor para que me abençoe. Porque é a oração do povo pedindo a benção para o seu bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim”.





[Anúncio da Indulgência Plenária]

Agora vos darei a benção, a vós e a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Benção Urbi et Orbi]
Irmãos e irmãs, vos deixo, muito obrigado pela acolhida, rezem por mim e até logo, nos vemos em breve. Amanhã quero rezar à Nossa Senhora, para que proteja toda Roma. Boa noite e bom descanso".
Ele não era o favorito. Sabe porque?


Deus não trabalha com os favoritos. Ele trabalha com os escolhidos pelo Espírito Santo.


Deus pediu a Francisco para renovar a Igreja. Então podemos esperar uma renovação da Igreja. O novo Papa vai ser forte. O “Sim” vai ser “Sim”. Não haverá o “sim” e o “não”. Será o “Sim” de Jesus. Ele não vai agradar a muitas pessoas, pois ele vai falar a verdade. Ele vai denunciar e anunciar. Podemos esperar que tudo o que está escrito no Documento de Aparecida será difundido pela Igreja no mundo. Este será o roteiro do Papa.
O novo Papa Francisco pediu orações, e nós nos comprometemos a amar a Igreja e a orar pelo nosso líder, o Papa Francisco.
Padre Eduardo Dougherty, sj



"Caminhar, edificar-construir, confessar. Mas não é tão fácil, porque no caminhar, no construir, no confessar, às vezes acontecem terremotos, acontecem movimentos que não são os movimentos próprios do caminho: são movimentos que nos puxam para trás.
O Evangelho prossegue com uma situação especial. O próprio Pedro que confessou Jesus Cristo, diz: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Eu o sigo, mas não falemos de Cruz. Isso não tem nada a ver. Eu te seguirei com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, quando edificamos sem a Cruz e quando confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos Bispos, Padres, Cardeais, Papas, mas não discípulos do Senhor.
Eu gostaria que todos, após esses dias de Graça, tenhamos a coragem, exatamente a coragem de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de construir a Igreja no sangue do Senhor, que foi derramado na Cruz; e de confessar a única glória: Cristo Crucificado."

"Somos irmãos, os cardeais são os sacerdotes do Santo Padre, vivamos essa comunidade, a amizade da proximidade fará bem a todos nós". Papa Francisco.








Um padre argentino, amigo do então Cardeal Bergoglio, 
havia composto em 2012 uma música sobre um possível Papa latino-americano.






Papa Francisco encontrará o Papa Emérito Bento XVI no próximo sábado dia 23.03.2013

Compromissos do Papa para o período de 17 a 24 de março


CIDADE DO VATICANO, 16 de Março de 2013 (Zenit.org) - Apresentamos a relação de compromissos do Papa para o período de 17 a 24 de março divulgada pelo Serviço de Informação do Vaticano.

Domingo (17) - às 10h Santa Missa na Paróquia Sant’Anna, no Vaticano; às 12h Primeiro Angelus do pontificado de Francisco;

Segunda-feira (18) - Encontro com a presidente da Argentina na Casa Santa Marta;

Terça-feira (19) - Missa de início do Ministério Petrino de Francisco na Praça de São Pedro às 9:30 . Ao término da celebração eucarística recebe os cumprimentos dos Chefes e Delegações Oficiais. Depois, almoço na Casa Santa Marta;

Quarta-feira (20)- Audiência com as Delegações de Delegados Fraternos na Sala Clementina às 11h;

Sexta-feira (22) - Audiência com o Corpo Diplomático junto à Santa Sé às 11:00h;

Sábado (23) - Partida de helicóptero do heliporto do Vaticano às 12:00h. Chegada prevista em Castel Gandolfo às 12:15h para encontro e almoço com o Papa Emérito Bento XVI. Ao término, retorno ao Vaticano.

Domingo (24) - Celebração Eucarística no Domingo de Ramos na Praça São Pedro às 9h30 e Angelus às12h.