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sábado, 16 de março de 2013

Habemus Papam


HABEMUS PAPAM 









Francisco , com grande simplicidade deu uma mensagem forte
Com o nome e com as suas primeiras palavras, um convite à humildade e à pureza evangélica
Por Redacao
CIDADE DO VATICANO, 13 de Março de 2013 (Zenit.org) - Publicamos a seguir as primeiras palavras do Papa Francisco , pronunciadas na sacada da Basílica de São Pedro, momentos antes da sua primeira benção Urbi et Orbi:
***
"Queridos irmãos e irmãs, boa tarde, como vocês sabem os cardeais no conclave têm que encontrar um bispo para Roma, e parece que os irmãos cardeais o procuraram quase no fim do mundo, mas estamos aqui. Agradeço-lhes a acolhida à comunidade diocesana de Roma como seu bispo.

Em primeiro lugar queria fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI, rezemos todos juntos para que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja.
Desejo a todos que este caminho de Igreja que começamos hoje e no qual me ajudará o cardeal vigário aqui presente, seja fecundo para a evangelização (Aplausos).

E agora eu gostaria de dar a bênção - disse o Santo Padre – ainda que antes, peço-lhes um favor: antes de que o bispo abençoe o povo, peço-lhes que rezem ao Senhor para que me abençoe. Porque é a oração do povo pedindo a benção para o seu bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim”.





[Anúncio da Indulgência Plenária]

Agora vos darei a benção, a vós e a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Benção Urbi et Orbi]
Irmãos e irmãs, vos deixo, muito obrigado pela acolhida, rezem por mim e até logo, nos vemos em breve. Amanhã quero rezar à Nossa Senhora, para que proteja toda Roma. Boa noite e bom descanso".
Ele não era o favorito. Sabe porque?


Deus não trabalha com os favoritos. Ele trabalha com os escolhidos pelo Espírito Santo.


Deus pediu a Francisco para renovar a Igreja. Então podemos esperar uma renovação da Igreja. O novo Papa vai ser forte. O “Sim” vai ser “Sim”. Não haverá o “sim” e o “não”. Será o “Sim” de Jesus. Ele não vai agradar a muitas pessoas, pois ele vai falar a verdade. Ele vai denunciar e anunciar. Podemos esperar que tudo o que está escrito no Documento de Aparecida será difundido pela Igreja no mundo. Este será o roteiro do Papa.
O novo Papa Francisco pediu orações, e nós nos comprometemos a amar a Igreja e a orar pelo nosso líder, o Papa Francisco.
Padre Eduardo Dougherty, sj



"Caminhar, edificar-construir, confessar. Mas não é tão fácil, porque no caminhar, no construir, no confessar, às vezes acontecem terremotos, acontecem movimentos que não são os movimentos próprios do caminho: são movimentos que nos puxam para trás.
O Evangelho prossegue com uma situação especial. O próprio Pedro que confessou Jesus Cristo, diz: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Eu o sigo, mas não falemos de Cruz. Isso não tem nada a ver. Eu te seguirei com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, quando edificamos sem a Cruz e quando confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos Bispos, Padres, Cardeais, Papas, mas não discípulos do Senhor.
Eu gostaria que todos, após esses dias de Graça, tenhamos a coragem, exatamente a coragem de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de construir a Igreja no sangue do Senhor, que foi derramado na Cruz; e de confessar a única glória: Cristo Crucificado."

"Somos irmãos, os cardeais são os sacerdotes do Santo Padre, vivamos essa comunidade, a amizade da proximidade fará bem a todos nós". Papa Francisco.








Um padre argentino, amigo do então Cardeal Bergoglio, 
havia composto em 2012 uma música sobre um possível Papa latino-americano.






Papa Francisco encontrará o Papa Emérito Bento XVI no próximo sábado dia 23.03.2013

Compromissos do Papa para o período de 17 a 24 de março


CIDADE DO VATICANO, 16 de Março de 2013 (Zenit.org) - Apresentamos a relação de compromissos do Papa para o período de 17 a 24 de março divulgada pelo Serviço de Informação do Vaticano.

Domingo (17) - às 10h Santa Missa na Paróquia Sant’Anna, no Vaticano; às 12h Primeiro Angelus do pontificado de Francisco;

Segunda-feira (18) - Encontro com a presidente da Argentina na Casa Santa Marta;

Terça-feira (19) - Missa de início do Ministério Petrino de Francisco na Praça de São Pedro às 9:30 . Ao término da celebração eucarística recebe os cumprimentos dos Chefes e Delegações Oficiais. Depois, almoço na Casa Santa Marta;

Quarta-feira (20)- Audiência com as Delegações de Delegados Fraternos na Sala Clementina às 11h;

Sexta-feira (22) - Audiência com o Corpo Diplomático junto à Santa Sé às 11:00h;

Sábado (23) - Partida de helicóptero do heliporto do Vaticano às 12:00h. Chegada prevista em Castel Gandolfo às 12:15h para encontro e almoço com o Papa Emérito Bento XVI. Ao término, retorno ao Vaticano.

Domingo (24) - Celebração Eucarística no Domingo de Ramos na Praça São Pedro às 9h30 e Angelus às12h.






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Por que Bento XVI renunciou?


Por que Bento XVI renunciou?

O porta-voz vaticano, padre Federico Lombardi, explica as razões da histórica decisão do Santo Padre, excluindo qualquer possibilidade de doença e convidando "a prestar muita atenção" ao que dirá até o dia 28 de Fevereiro
Por Salvatore Cernuzio
ROMA, 12 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - O Papa não está doente. O Papa está bem. A razão da decisão de renunciar ao ministério petrino é devida à fragilidade proveniente do envelhecimento e da consequente impossibilidade de governar a Igreja melhor.
Padre Federico Lombardi explicou com clareza as causas subjacentes da histórica decisão anunciada ontem pelo Pontífice. Uma "decisão consciente, espiritual, bem fundamentada do ponto de vista da fé e humano”, como declarou na coletiva de hoje com os jornalistas na Sala de Imprensa vaticana.
Em particular, o porta-voz do Vaticano, quis "eliminar" algumas insinuações que sairam ontem pelos meios de comunicação italianos, sobre uma possível doença do Santo Padre, que ainda estivesse escondida e sobre alguns procedimentos cardíacos que o Papa teria sofrido recentemente.
"Não existem doenças específicas", afirmou Pe. Lombardi, nem sequer “algum intervenção especial”. É verdade que Bento XVI nos meses passados se submeteu a uma pequena operação cardíaca, mas – explicou Lombardi – foi apenas uma substituição das baterias do marcapasso. Portanto, uma intervenção “normal, de rotina, como de todas as pessoas que têm um controlador cardíaco” que não tem nenhum importância na decisão do Pontífice, porque foi algo “irrelevante sob todos os pontos de vista”.
O diretor da Assessoria de Imprensa Vaticana confirmou que até o dia 28 de fevereiro – data em que a Sé ficará vacante – a agenda de Bento XVI não sofrerá nenhuma variação. Trata-se das últimas intervenções do Papa Ratzinger, portanto, “ocasiões preciosas” que o Padre Lombardi convidou a “prestar muita atenção”.
Sobretudo, prestemos atenção na Audiência geral de amanhã (a primeira aparição pública post declaratio), e a celebração das Cinzas que, por questões de espaço, não será mais na Santa Sabina no Aventino, mas na Basílica de São Pedro, justamente “para acolher mais fieis e tantos cardeais” que participarão daquela que, de fato, é “a última grande concelebração do Papa”.
Depois ainda acontecerá, na quinta-feira de manhã, na Sala Paulo VI, a antiga tradição do encontro – conversa do Papa com o clero romano. Naquela ocasião, Bento XVI “falará espontaneamente com anotações preparadas”, e de acordo com o que disse Pe. Lombardi, “falará da sua experiência no Concílio Vaticano II”.
Permanecem inalterados também outros eventos, como os Angelus do domingo, as visitas ad limina dos bispos italianos, as audiências aos presidentes da Romania e Guatemala, a intervenção no final dos exercícios espirituais e a última audiência do 27 de fevereiro, que acontecerá provavelmente na Praça de São Pedro, “para dar possibilidade de uma participação maior na saudação ao Santo Padre”.
Respondendo a uma questão urgente, o porta-voz do Vaticano também falou da possível encíclica sobre a fé e a possibilidade de que seja publicada no final do mês. "Que eu saiba não - disse - porque não estava preparada para ser traduzida, publicada, terminada em pouco tempo".
"Se haverá depois outro modo em que Bento XVI nos fará participantes das suas reflexões sobre a fé, muito bem”, acrescentou. Porém, “a Encíclica como tal, publicada pelo Papa não podemos pensar que a teremos até o final do mês".
Perguntado sobre o motivo que fez o Papa não ter definido uma data que lhe tivesse dado mais tempo para entregar o importante documento, padre Lombardi respondeu “a escolha da data de uma comunicação e depois a sede vacante é uma escolha feita com uma reflexão ampla também em base a um calendário litúrgico e aos compromissos da Igreja".
"Esse - afirmou – era um bom tempo para ter um espaço de um anúncio e depois a convocação do conclave, de tal forma que se chegasse à Páscoa e ao período pascal com a eleição do novo Papa”. Consciente, portanto, da “sua condição de forças que diminuem”, Bento XVI considerou já o momento amadurecido para deixar que fosse um outro Papa a enfrentar os novos compromissos e concluir o Ano da fé.
Continuando o tema dos "tempos", Lombardi explicou que o Papa deixará as suas funções às 20hs e não às 24hs do dia 28 de fevereiro, porque naquela hora acaba “normalmente” a jornada de trabalho do Papa, “antes de retirar-se em oração e depois repousar”.
Grande preocupação dos jornalistas foi, então, compreender como se chamará ou vestirá Bento XVI quando volte ao Vaticano depois da sua estada em Castel Gandolfo. “São questões ainda não definidas” disse Lombardi.
Notícia certa é, pelo contrário, que Bento XVI “não voltará cardeal”, nem “será Bispo emérito de Roma” ainda se, por agora, não existem fórmulas oficiais. É certo, porém, que não terá nenhum papel no próximo conclave, enquanto que permanece a probabilidade de que, como é normal, o anel petrino seja quebrado.
O diretor da Sala de Imprensa do Vaticano confirmou o início em novembro dos trabalhos de restauração do mosteiro Mater Ecclesiae "no Vaticano, que há um tempo era ocupado por irmãs de clausura, onde o Papa residirá.
Embora tenha sido "ampliado com a construção de uma capela ao longo do muro que desce da torre da Colina”, o Mater Ecclesiae “permanece portanto um edifício pequeno – disse Lombardi – onde não podem estar unidos a residência das religiosas e a do Papa" .
Quando perguntado sobre o motivo que fez o Papa decidir morar neste lugar, o porta-voz respondeu que foi uma decisão do Papa, porque “ninguém lhe impõe onde deve ir ou o que deve fazer”. “O Papa conhece muito bem o Vaticano – acrescentou – e portanto sabia perfeitamente o que era o convento, onde estava e se poderia ser uma colocação adequada” que garantisse uma certa “autonomia e liberdade”.
Uma última questão levantada é a de que foi a mesma viagem a Cuba e ao México que determinou, devido à fadiga, a decisão do Pontífice de demitir-se. Na realidade, assinalou Padre Lombardi, Bento XVI tinha considerado esta hipótese já no livro-entrevista do 2010, “Luz do Mundo”, de Peter Seewald.
Portanto, era um tema já claro antes da viagem ao México e Cuba, “independente de eventos específicos". Além disso, depois da experiência da viagem intercontinental, o Santo Padre "não colocou no calendário outras grandes viagens, mas só afirmou que para Rio era normal que o Papa estivesse presente, mas não quer dizer que seria ele mesmo que estaria presente”.
Em conclusão, à questão "escaldante": conseguirão conviver dois Papas no Vaticano? Pe. Lombardi respondeu calmamente: "É uma situação nova, mas acho que não haverá nenhum problema para o seu sucessor". Na verdade, afirmou, “o sucessor provavelmente se sentirá sustentado pela oração, por uma presença intensa de amor e de participação da pessoa que mais do que qualquer outra no mundo pode compreender e participar das preocupações do seu sucessor”.